SOS Planeta Terra: Aquecimento Global


O aquecimento global é um fenómeno climático de larga extensão - um aumento da temperatura média da superfície da Terra que vem acontecendo nos últimos 150 anos. Entretanto, o significado deste aumento de temperatura ainda é objecto de muitos debates entre os cientistas. Causas naturais ou antropogénicas (provocadas pelo homem) têm sido propostas para explicar o fenómeno. O IPCC (Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas, estabelecido pelas Nações Unidas e pela Organização Meteorológica Mundial em 1988) no seu relatório mais recente diz que a maioria do aquecimento observado durante os últimos 50 anos se deve muito provavelmente a um aumento do efeito de estufa, havendo evidência forte de que a maioria do aquecimento seja devido a atividades humanas (incluindo, para além do aumento de gases de estufa, outras alterações como, por exemplo, as devidas a um maior uso de águas subterrâneas e de solo para a agricultura industrial e a um maior consumo energético e poluição).
Recentemente, muitos meteorologistas e climatólogos tem afirmado publicamente que consideram provado que a ação humana realmente está influenciando na ocorrência do fenômeno. Grande parte da comunidade científica acredita que aquecimento observado se deve ao aumento da concentração de poluentes antropogênicos na atmosfera que causa um aumento do efeito estufa. A Terra recebe radiação emitida pelo Sol e devolve grande parte dela para o espaço através de radiação de calor. Os gases responsáveis pelo efeito estufa (vapor de água, dióxido de carbono, ozônio, CFC´s) absorvem alguma da radiação infravermelha emitida pela superfície da Terra e radiam por sua vez alguma da energia absorvida de volta para a superfície. Como resultado, a superfície recebe quase o dobro de energia da atmosfera do que a que recebe do Sol e a superfície fica cerca de 30ºC mais quente do que estaria sem a presença dos gases «de estufa». Sem esse aquecimento, a vida, como a conhecemos, não poderia existir. O problema é que os poluentes atmosféricos aumentam esse efeito de radiação, podendo ser os responsáveis pelo aumento da temperatura média superficial global que se parece estar a verificar. O Protocolo de kyoto visa a redução da emissão de gases que promovem o aumento do efeito estufa.
Variação de temperatura na Terra de 1860 até 2004
Variação de temperatura na Terra de 1860 até 2004

Aquecimento do planeta

A principal evidência do aquecimento global vem das medidas de temperatura de estações meteorológicas em todo o globo desde 1860. Os dados com a correcção dos efeitos de "ilhas urbanas" mostra que o aumento médio da temperatura foi de 0.6 ± 0.2 ºC durante o século XX. Os maiores aumentos foram em dois períodos: 1910 a 1945 e 1976 a 2000. De 1945 a 1976, houve um arrefecimento que fez com que temporariamente a comunidade científica suspeitasse que estava a ocorrer um arrefecimento global. O aquecimento verificado não foi globalmente uniforme. Durante as últimas décadas, foi em geral superior entre as latitudes de 40°N e 70°N, embora nalgumas áreas, como a do Oceano Atlântico Norte, tenha havido um arrefecimento. É muito provável que os continentes tenham aquecido mais do que os oceanos. Há, no entanto que referir que alguns estudos parecem indicar que a variação em irradiação solar pode ter contribuído em cerca de 45–50% para o aquecimento global ocorrido entre 1900 e 2000.
Evidências secundárias são obtidas através da observação das variações da cobertura de neve das montanhas e de áreas geladas, do aumento do nível global dos mares, do aumento das precipitações, da cobertura de nuvens, do El Niño e outros eventos extremos de mau tempo durante o século XX.
Por exemplo, dados de satélite mostram uma diminuição de 10% na área que é coberta por neve desde os anos 60. A área da cobertura de gelo no hemisfério norte na primavera e verão também diminuiu em cerca de 10% a 15% desde 1950 e houve retracção os glaciares e da cobertura de neve das montanhas em regiões não polares durante todo o século XX. No entanto, a retracção dos glaciares na Europa já ocorre desde a era Napoleónica e, no Hemisfério Sul, durante os últimos 35 anos, o derretimento apenas aconteceu em cerca de 2% da Antártida; nos restantes 98%, houve um esfriamento e a IPPC estima que a massa da neve deverá aumentar durante este século. A diminuição da área dos glaciares ocorrida nos últimos 40 anos, deu-se essencialmente no Ártico, na Rússia e na América do Norte; na Eurásia (no conjunto Europa e Ásia), houve de facto um aumento da área dos glaciares, que se pensa ser devido a um aumento de precipitação.
Estudos divulgados em Abril de 2004 procuraram demonstrar que a maior intensidade das tempestades estava relacionada com o aumento da temperatura da superfície da faixa tropical do Atlântico. Esses fatores teriam sido responsáveis, em grande parte, pela violenta temporada de furações registrada nos Estados Unidos, México e países do Caribe. No entanto, enquanto, por exemplo, no período de quarto-século de 1945-1969, em que ocorreu um ligeiro arrefecimento global, houve 80 furacões principais no Atlântico, no período de 1970-1994, quando o globo se submetia a uma tendência de aquecimento, houve apenas 38 furacões principais. O que indica que a actividade dos furacões não segue necessariamente as tendências médias globais da temperatura.

Causas e consequências:
* Aumento nas emissões de gases do efeito estufa, como CO2:o painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) defendeu que o aquecimento global é causado pela emissão de gases poluentes tipo CO2 (gás carbónico). No entanto, investigação recente parece indicar que, embora pareça estar a ocorrer um aquecimento global, a estratosfera (uma secção da atmosfera) está a arrefecer em resposta ao aumento dos gases de estufa (como o CO2).
* Aumento de actividade solar durante o último século:estudos recentes parecem indicar que a variação em irradiação solar poderá ter contribuído em cerca de 45–50% para o aquecimento global ocorrido entre 1900 e 2000. Por sua vez, uma equipa do Centro Espacial Nacional Dinamarquês encontrou evidência experimental de que a radiação cósmica proveniente da explosão de estrelas pode promover a formação de nuvens na baixa atmosfera. Como, durante o século XX, o campo magnético do Sol, que protege a Terra de radiação cósmica, mais do que duplicou em intensidade, o fluxo de radiação cósmica foi menor. Isso poderá ter reduzido o número de nuvens de baixa altitude na Terra, que promovem um arrefecimento da atmosfera. Pode ser um factor muito importante, e até agora descurado, na explicação do aquecimento global durante o último século.
Foi durante o período quente da Idade Média, quando o Sol estava tão activo como hoje, que os Viking começaram a colonizar a Gronelândia. Nessa altura, a Grã-Bretanha era um país produtor de vinho. No século XVII, quando se deu a Pequena Idade do Gelo, a actividade magnética solar diminuiu muito e as manchas solares quase desapareceram completamente, durante cerca de 150 anos. E, nessa altura, os Viking abandonaram a Gronelândia, cuja vegetação passou de verdejante a tundra. A Finlândia perdeu um terço da sua população e a Islândia metade. O porto de Nova Iorque gelou e podia-se ir a pé da ilha de Manhattan à de Staten Island. No início do século XIX, houve uma diminuição menor da actividade magnética solar que foi acompanhada também de um arrefecimento que durou só 30 anos.
Na reportagem intitulada “O começo do fim”, da revista Super Interessante, da Editora Abril, percebemos algumas causas do aquecimento global. Entre elas:

* O vapor de água é estimulado pelo calor e aumenta ainda mais o mesmo, contribui com o efeito estufa.
* O reflexo no gelo pode acabar, pois com o calor, e sua conseqüente evaporação, o espaço por ele ocupado deixaria de refletir 80% do calor e apenas 10%. O tanto que a água reflete.
* A absorção de gás carbônico diminuiria, já que os principais responsáveis pelo processo, os oceanos, não atingem seu limite de absorção mais facilmente, quando o calor é maior.
* Existem muitos gases presos em antigas geleiras, que ao derreterem, ficam sujeitas às bactérias e acabam se transformando em gás metano, um forte contribuinte para com o efeito estufa. Além disso, o calor estimula a emissão de gás carbônico.
* O uso descontrolado de aerosóis pode aumentar o calor global, já que os mesmos, geralmente, criam nuvens refletoras da luz solar.

Poluição industrial

As Conseqüências do aquecimento global:
-Aumento do nível dos oceanos: com o aumento da temperatura no mundo, está em curso o derretimento das calotas polares. Ao aumentar o nível da águas dos oceanos, podem ocorrer, futuramente, a submersão de muitas cidades litorâneas;
- Crescimento e surgimento de desertos: o aumento da temperatura provoca a morte de várias espécies animais e vegetais, desequilibrando vários ecossistemas. Somado ao desmatamento que vem ocorrendo, principalmente em florestas de países tropicais (Brasil, países africanos), a tendência é aumentar cada vez mais as regiões desérticas em nosso planeta;
- Aumento de furacões, tufões e ciclones: o aumento da temperatura faz com que ocorra maior evaporação das águas dos oceanos, potencializando estes tipos de catástrofes climáticas;
- Ondas de calor: regiões de temperaturas amenas tem sofrido com as ondas de calor. No verão europeu, por exemplo, tem se verificado uma intensa onda de calor, provocando até mesmo mortes de idosos e crianças.

Derretimento das calotas polares

Furacão Helena, fotografado do espaço

Há soluções?

Para reverter os efeitos do aquecimento global é preciso reduzir a quantidade de carbono e de outros gases químicos destruidores lançados na atmosfera em todo o mundo.
Em 1997, a ONU (Organização das Nações Unidas) lançou o tratado de Kioto, assinado no Japão. Este tratado obriga legalmente a todas as nações industrializadas a diminuir em 5, 2%, entre 2008 e 2012, o lançamento dos gases estufa na atmosfera. Porém, os Estados Unidos, responsável por cerca de 30% de todos os poluentes lançados na atmosfera, não assinaram o protocolo. O pior, é que talvez nem os países que assinaram consigam cumprir as metas de diminuição.
O Protocolo de Kyoto somente faz sentido para aqueles que acreditam que as emissões de gases estufa, principalmente aqueles provenientes da queima de combustíveis fósseis, são os principais responsáveis pelo aquecimento global. Como conseqüência do Protocolo, os países desenvolvidos teriam que diminuir drasticamente suas emissões, inviabilizando, a médio prazo, o seu crescimento econômico continuado que, acreditam os céticos, é a única forma de se atingir a abundância de bens e serviços de que tanto necessita a humanidade.
No caso de não se tomarem medidas drásticas, de forma a controlar a emissão de gases de Efeito Estufa é quase certo que teremos que enfrentar um aumento da temperatura global que continuará indefinidamente, e cujos efeitos serão piores do que quaisquer efeitos provocados por flutuações naturais, o que quer dizer que iremos provavelmente assistir às maiores catástrofes naturais (agora causadas indiretamente pelo Homem) alguma vez registradas no planeta.
A criação de legislação mais apropriada sobre a emissão dos gases poluentes é de certa forma complicada por também existirem fontes de Dióxido de Carbono naturais (o qual manteve a temperatura terrestre estável desde idades pré-históricas), o que torna também o estudo deste fenômeno ainda mais complexo.
Há ainda a impossibilidade de comparar diretamente este aquecimento global com as mudanças de clima passadas devido à velocidade com que tudo está acontecendo. As analogias mais próximas que se podem estabelecer são com mudanças provocadas por alterações abruptas na circulação oceânica ou com o drástico arrefecimento global que levou à extinção dos dinossauros. O que existe em comum entre todas estas mudanças de clima são extinções em massa, por todo o planeta tanto no nível da fauna como da flora. Esta analogia vem reforçar os modelos estabelecidos, nos quais prevêem que tanto os ecossistemas naturais como as comunidades humanas mais dependentes do clima venham a ser fortemente pressionados e postos em perigo.

Variação de temperatura na Terra de 1860 até 2004
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Fontes:

  • http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/0179/aberto/aquecimento.shtml
  • http://www.discoveryportugues.com/tormenta1/feature14.shtml
  • www.ecoambiental.com.br/mleft/aquecglobal.htm
  • www.comciencia.br/reportagens/clima/clima11.htm
  • www.wikipedia.com.br
  • www.suapesquisa.com/geografia/aquecimento_global.htm
  • http://educar.sc.usp.br/licenciatura/2003/ee/Aquecimentol1.html

Sustentabilidade & Energia: Energia eólica, a energia que não agride o ambiente


A energia dos ventos é uma alternativa renovável, disponível localmente, não
poluente e economicamente competitiva às fontes convencionais que aquecem
o planeta e agridem o ambiente.
Essa energia é conhecida como energia eólica que provém do vento, ou seja ar em movimento.
O termo eólico vem do latim aeolicus, pertencente ou relativo a Éolo, deus dos ventos na mitologia grega e, portanto, pertencente ou relativo ao vento. A energia eólica tem sido aproveitada desde a antigüidade para mover os barcos impulsionados por velas ou para fazer funcionar a engrenagem de moinhos, ao mover suas pás. Os moinhos foram usados para fabricação de farinhas e ainda para drenagem de canais, sobretudo nos Países Baixos.
Na atualidade utiliza-se, ainda, para mover aerogeradores - moinhos que, através de um gerador, produzem energia elétrica. Precisam agrupar-se em parques eólicos, concentrações de aerogeradores, necessários para que a produção de energia se torne rentável.
A energia eólica é hoje considerada uma das mais promissoras fontes naturais, principalmente porque é renovável, ou seja, não se esgota. Além disso, as turbinas eólicas podem ser utilizadas em conexão com redes elétricas ou em lugares isolados.
Em 2005 a capacidade mundial de geração de energia elétrica através da energia eólica era de aproximadamente 59 gigawatts, - o suficiente para abastecer as necessidades básicas de um país como o Brasil - embora isso represente menos de 1% do uso mundial de energia.
Um aerogerador é um dispositivo que aproveita a energia eólica e a converte em energia elétrica.
Um aerogerador é um dispositivo que aproveita a energia eólica e a converte em energia elétrica.
Em alguns países a energia elétrica gerada a partir do vento representa significativa parcela da demanda. Na Dinamarca esta representa 23% da produção, 6% na Alemanha e cerca de 8% na Espanha. Globalmente, a geração através de energia eólica mais que quadruplicou entre 1999 e 2005.
Nos moinhos de ventos (tecnologia antiga) a energia eólica era transformada em energia mecânica, utilizada na moagem de grãos ou para bombear água. A energia eólica atual é produzida através de grandes turbinas colocadas em lugares altos de muito vento. Essas turbinas tem a forma de um catavento ou um moinho. Quando as hélices das turbinas são empurradas pelo vento, elas rodam. Esse movimento produz energia elétrica que depois é armazenada em um gerador. Quando ligamos algo a tomada ou quando acendemos uma luz, essa energia armazenada chega até a nossa casa, escola, rua, etc. através de cabos e fios que transportam eletricidade. O Brasil dispõe de condições naturais e de tecnologia para a instalação de pás e turbinas para a geração de energia eólica - os cata-ventos de três pás, chamados de aerogeradores.
Funcionamento de um aerogerador

A energia eólica é produzida em grande escala tanto em grandes usinas de vento (com vários aerogeradores), como em localidades remotas e distantes da rede de transmissão.
A energia eólica é renovável, limpa, amplamente distribuída globalmente, e se utilizada para substituir fontes de combustíveis-fósseis auxilia na redução do efeito-estufa.
O custo da geração de energia eólica tem caído rapidamente nos últimos anos. Em 2005 o custo da energia eólica era cerca de um quinto do que custava no final dos anos 90, e essa queda de custos deve continuar com a ascensão da tecnologia de produção de grandes aerogeradores. No ano de 2003 a energia eólica foi a forma de energia que mais cresceu nos Estados Unidos.
A maioria das formas de geração de eletricidade requerem altíssimos investimentos de capital, e baixos custos de manutenção. Isto é particularmente verdade para o caso da energia eólica, onde os custos com a construção de cada aerogerador pode ficar na casa dos milhões de reais, os custos com manutenção são baixos e o custo com combustível é zero. Em linguagem administrativa pode-se dizer que neste caso o custo fixo é altíssimo e o custo variável é baixo. Na composição do cálculo de investimento e custo nesta forma de energia levam-se em conta diversos fatores, como a produção anual estimada, as taxas de juros, os custos de construção, de manutenção, de localização e os riscos de queda dos geradores. Sendo assim os cálculos sobre o real custo de produção da energia eólica diferem muito, de acordo com a localização de cada usina.
Foto de aeradores

No Brasil, a energia eólica é bastante utilizada para o bombeamento de água na irrigação, mas quase não existem usinas eólicas produtoras de energia elétrica. No final de 2006 o Brasil possuía uma capacidade de produção de 237 MW, dos quais 208 MW foram instalados no decorrer desse ano. O Brasil tornou-se assim no país da América Latina e Caribe com maior capacidade de produção de energia eólica.
O primeiro projeto de geração eólica no país foi desenvolvido em Pernambuco, na ilha de Fernando de Noronha, para garantir o fornecimento de energia para a ilha que antes só contava com um gerador movido a diesel.
Quase todo o território nacional possui boas condições de vento para instalação de aerogeradores. A energia eólica brasileira teve um grande impulso com o programa do Governo Federal, o Proinfa, que possibilitará a instalação de novas usinas em diversas localidades brasileiras, principalmente no litoral nordestino e no litoral sul do Brasil. Nos últimos 7 anos, foram instaladas as usinas de Mucuripe (Fortaleza-CE), Prainha (CE), e as maiores são o Parque Eólico de Osório, que produz 150 MW e a de Rio do Fogo (Rio do Fogo-RN).

Vista Aérea do Parque Eólico de Osório em janeiro de 2007.

PROJETOS DE ENERGIA EÓLICA NO BRASIL

Apesar de vários trabalhos e pesquisas científicas realizadas nas décadas de 70 e 80 a geração de energia a partir de turbinas eólicas no Brasil teve início apenas em julho de 1992, com a instalação de uma turbina de 75kW na ilha de Fernando de Noronha, através de iniciativa pioneira do Centro Brasileiro de Energia Eólica - CBEE, na época conhecido como Grupo de Energia Eólica da Universidade Federal de Pernambuco.
Hoje, a capacidade instalada no Brasil é de 20,3 MW, com instalações eólicas de grande porte nos estados do Ceará, Pernambuco, Minas Gerais e Paraná, e se trabalha com o objetivo de instalar 1.000MW de energia eólica no País até 2005; meta estabelecida durante Encontro do Fórum Permanente de Energias Renováveis, realizado em Brasília.

Projetos de energia eólica no Brasil
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Disponível no site:
www.eolica.com.br
http://pt.wikipedia.org/wiki/Energia_e%C3%B3lica

Turismo na Amazônia: Macapá, a capital na linha do equador


  • HISTÓRICO E ECONOMIA:
Macapá é a capital do Estado do Amapá. Limita-se ao norte com os municípios de Ferreira Gomes, Cutias e Itaubal, ao sul com o município de Santana, a oeste com o município de Porto Grande. Ocupa uma área de 6.563 km2, com altitude de 14,40 m acima do nível do mar.
Macapá é a única capital brasileira banhada pelas águas do rio amazonas, localizando-se na sua foz à margem esquerda.
Antes de se chamar Macapá, a cidade recebeu em 1544 o nome de Adelanto de Neuva Andaluzia, por ordem do rei da Espanha Carlos V, numa concessão ao navegador espanhol Francisco Orellana. Do século XVI a primeira metade do século XVIII, passaram pela região ingleses, franceses, holandesdes e portugueses, porém, nenhum deles fixou-se definitivamente para o povoamento do lugar. Somente em 1748, o rei de Portugal, D. João V criou a província de Tucujus compreendendo as àreas de Macapá, Mazagão e a cidade do Amapá. O povoamento definitivo só veio a acontecer por volta de 1751, quando Mendonça Furtado trouxe os primeiros colonos oriundos dos Açores. Foi o próprio, que mais tarde teve a incumbência de fundar o antigo povoado da vila de São José de Macapá.
Em 1943, Macapá foi elevada a categoria de capital do então território Federal do Amapá e em 1988 com a criação do Estado do Amapá, a cidade passou a ser considerada a capital do Estado.
Em 1991, através da lei nº 8.387, e sancionada pelo Decreto nº 517 de 08/05/92, a cidade de Macapá foi considerada como Área de Livre Comércio de Produtos Importados, tendo como objetivo de promover o desenvolvimento da região e incrementar as relações bi-laterais com os países vizinhos.
  • ATRATIVOS TURÍSTICOS NATURAIS:
Macapá é banhada pelas águas do rio Amazonas, que nasce no rio Lauricocha, no Peru e percorre mais de 5.000 km até alcançar sua foz, recebendo em toda sua extensão mais de 1.000 afluentes, formando a maior bacia hidrográfica do mundo. É o maior rio do mundo em volume de água e o segundo em comprimento depois do Nilo.
Macapá, que fica localizado em sua foz, à margem esquerda, tem o privilégio de ser a única capital brasileira banhada pelas águas deste imponente atrativo natural. Um tour pelo maior rio do mundo é sempre uma aventura inesquecível, apresentando logo á sua frente a maravilhosa vista do canal norte e suas numerosas ilhas, formando em seu fluxo perene praias fluviais, além de poder conferir como vive o amazônico típico, em suas palafitas sobre as àguas.
A mais importante é a lagoa dos Índios que localiza-se no km 03 da rodovia Duque de Caxias (Macapá/Santana), apresentando um dos mais belos panoramas da cidade, oferecendo aos visitantes uma amostra da vegetação aquática e campos que na maioria do tempo são alagados e verdes, propiciando o aparecimento de garças brancas que fazem um belo contraste. Local ideal e magnifico para fotográfias.
Distante a 74 km de Macapá, o lago Ambé localiza-se na região das pedreiras. É uma região constituída por campos, lagos e igarapés, que juntamente com a fauna e a flora da Amazônia, formam um quadro paisagístico de beleza impar. O lago é bastante visitado pelos aficcionados pela pesca, além de proporcionar banhos refrescantes nas águas frias e um contato direto com a natureza.
Outro destaque é o lago do Curiaú, onde a fauna Amazônica, como garças e outros passáros são vistos tranquilo sobre o imenso relvado que o lago transforma no período de estiagem, onde nuanças verdes contrasta com os búfalos das fazendas próximas.
No rio Amazonas destaca-se as praias: Fazendinha distante cerca de 13 km de Macapá, onde se pode saborear o camarão regional e práticar esportes naúticos como jet-skis, caiaques e passeio de voadeiras. Outra praia e a do Araxá que localiza-se no perímetro urbano da cidade.
ATRATIVOS HISTÓRICO E CULTURAL:

IGREJA DE SÃO JOSÉ DE MACAPÁ

É o monumento mais antigo da cidade, sua construção data do século XVIII. Foi inaugurada em 1671 com a presença de Dom Frei Miguel de Bulhões, Menbro da Companhia de Jesus, ordem religiosa que iniciou a catequese na Amazônia. Seu interior é todo pintado em branco, o estilo arquitetônico é o inaciano. A igreja leva o nome do padroeiro da cidade de Macapá.

FORTALEZA DE SÃO JOSÉ DE MACAPÁ

É considerada o mais belo, o mais sólido e o mais importante monumento militar do Brasil no período colonial. Sua construção foi iniciada em 1764 e inaugurada em 1782, no dia de São José. A construção levou 18 anos para sua conclusão, o qual se deve ao braço negro e em menor escala ao elemento indígena que enfretaram a tarefa penosa e delicada para erguer este marco que é hoje uma sombra luminosa do passado remoto de bravura do lusitano. Sua arquitetura com forte influência francesa, contava com um moderno sistema de defesa o qual permitia o tiro de canhão a flor do solo. Foi construída para evitar incursões estrangeiras e assegurar a conquista definitiva da Amazônia para os colonizadores portugueses. Edificada em estilo Vauban, a 18 metros acima do nível do mar, possue em seu interior, paiol de pólvora, hospital, praça de armas, capela e quartinas. Numa visão aérea lembra uma estrela, formato este proporcionado pelos quatros baluartes ( São José, Nossa Senhora da Conceição, São Pedro e Madre de Deus) e o revelim.
O monumento é tombado pelo SPHAN e atualmente está sendo restaurado pelo ministério da Cultura e governo do Estado.

MUSEU VALDEMIRO DE OLIVEIRA GOMES

Criado pelo governo estadual, o museu abriga vasto acervo distribuido em galerias, sobre as pesquisas e os objetos pessoais do seu fundador Valdemiro de Oliveira Gomes, produtos da flora medicinal da Amazônia, a cultura indígena, composta de armamento, indumentárias e peças, coleção de sementes, produção de mudas, carpoteca (coleção de frutas) e laboratório de fitoterapia, tinturas homeopáticas e vegetais.

VILA DO CURIAÚ

É um povoado habitado por remanescente de escravos, que ali, originalmente formaram um quilombo para refugiarem-se dos maus tratos a que eram forçados na época da construção da bicentenária Fortaleza de São José de Macapá. Nos dias atuais a comunidade negra é preservada por seus descendentes, mantendo os mesmos costumes e tradições de seus antepassados africanos. Destacando-se pela produção da farinha de mandioca e pelas manifestações folclóricas e do batuque.

MUSEU HISTÓRICO JOAQUIM CAETANO DA SILVA

Construído em 1895 na administração do intendente Coronel Coriolano Jucá. A construção é um vestígio da arquitetura de porte monumental e edificação tipo Palácio utilizada para fins administrativos, apresentando características marcantes do período neoclássico. Após a restauração, o prédio foi adaptado museologicamente para funcionar como Museu Histórico do Amapá, possuindo um acervo composto de peças arqueológicas de cerâmica, peças históricas e indígenas, caracterizando o período da pré-história e história do Amapá.

MUSEU ÂNGELO MOREIRA DA COSTA LIMA

Localizado no km 10 da rodovia Juscelino Kubitscheck, contendo um acervo variado da fauna e flora amapaense com peças em coleções seriadas para estudos e exposição. Desenvolve pesquisas e estudos nas àreas de zoologia, botânica e geologia.

PARQUE ZOOBOTÂNICO

O parque compõe-se de um agradável recanto da natureza amazônica, com amostras de espécimes da fauna e flora regional, tendo, inclusive animais de grande porte em cativeiro e exposição.

TEATRO DAS BACABEIRAS

O teatro das Bacabeiras foi inaugurado em 1990, sob a denominação de Cine Teatro de Macapá, e em 1992 passou a chamar-se Teatro das Bacabeiras. Caracteriza-se pela arquitetura moderna, atribuindo-lhe especial destaque no patrimônio arquitetônico da cidade. Destina-se primordialmente a promover eventos nos gêneros artístico-culturais ligadas à música, dança, teatro, cinema, literatura e comunicação.
  • ARQUITETURA:
MARCO ZERO DO EQUADOR

Monumento construído para registrar a evidência geográfica da linha do equador, apresentando um obelisco representado por um relógio de sol. Está localizado a 2 km do centro da cidade e por estar posicionado estrategicamente entre os hemisfério norte e sul, permite que o visitante esteja simultaneamente nos dois hemisférios.

SAMBODROMO

O sambodromo é um centro de cultura e lazer, que durante o período escolar funciona como núcleo educacional. É utilizado também para apresentação de festas populares como o marabaixo, batuque, boi bumbá, quadrilhas juninas e desfiles cívicos.
Como o próprio nome indica, o sambodromo foi projetado para atender com maior segurança, conforto e qualidade o desfile das escolas de samba de Macapá, onde no período, há uma demanda significativa de turistas na cidade.

COMPLEXO BEIRA RIO

É o mais novo cartão postal da cidade, composto pela Praça Abdallah Houat e diversos quiosques de alimentação a poucos metros do rio Amazonas, oferecendo área de mezanino e passarela a céu aberto, com pista de patins e de cooper, playground infantil e espaço livre para o lazer.

  • EVENTOS E FESTAS
FESTA DE SÃO JOSÉ DE MACAPÁ

Festa em homenagem ao padroeiro da cidade de Macapá. Consta de arraial e parque de diversão. Durante as festividade ocorre a procissão que pela beleza e simplicidade da fé, já se constitui em grande atração. É comemorado na 2ª quinzena de março.

CÍRIO DE NAZARÉ

Festejo em louvor a virgem de Nazaré, com a realização da procissão no 2º Domingo de outubro por diversos bairros da cidade, novenas, missas e o arraial em louvor a santa.

FESTA DE SÃO JOAQUIM

A Festa de São Joaquim é realizada de 09 a 19 de agosto e tem características religiosas e profanas. As ladainhas, a procissão e a folia retratam com profundidade a devoção e a fé que os habitantes do Curiaú tem para com seus santos.

MARABAIXO

É um ritual de origem africana, que se realiza durante as comemorações da Semana Santa, a partir do Domingo de Páscoa, prolongando-se por cerca de 64 dias. A dança e o canto do Marabaixo constituem o lado profano das festividades em homenagem a Santíssima Trindade e ao Divino Espirito Santo. Ao som de caixas(tambores) rusticamente confecçionadas, os participantes, na sua maioria negros e mulatos de idades variadas, dançam ao redor dos tocadores respondendo em coro “o ladrão”, tirado por um cantor ou cantora.

BATUQUE

O Batuque é uma das danças manifestações de dança, mais expressiva do Amapá, tem suas raízes ligadas a cultura africana. Dança-se normalmente em louvor aos santos de predileção das comunidades, o Batuque é dançado ao som de dois tambores chamados “macacos” e de pandeiros. Os batuqueiros tocam os tambores sentado sobre estes que ficam superpostos num tarugo de acajú. Os cantores e tocadores de pandeiro e tocadores ficam junto no centro do salão, enquanto os dançadores fazem rápidas evoluções sobre si e ao redor dos batuqueiros, sempre no sentido inverso aos dos ponteiros do relógio. As mulheres com suas saias abaixo do joelho, rodadas e coloridas, tomam conta do salão quando fazem evoluções. Os gritos e a queda de corpo dos homens também dão ao espetáculo um movimento ímpar de dança típica do folclore do Amapá.

FESTA DE NOSSA SENHORA DA PIEDADE

Manifestação folclórica realizada aproxímadamente há 80 anos, e executada pelos moradores da Comunidade de Igarapé do Lago há 80 km de Macapá em homenagem a sua padroeira Nossa Senhora da Piedade.
Os festejos tem início no dia 24 de junho constando de ladainhas, novenas e festas, e no dia 02 de julho é apresentado o tradicional batuque e uma feira com venda de “produtos” agrícolas locais, encerrando os festejos.


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Disponível em: www.macapa-ap.com.br

Pesca na Amazônia: Pesca no Rio Itapará


Uma aventura onde é possível encontrar o peixe de água doce mais cobiçado pelos pescadores esportivos - o Tucunaré-Açu. O rio Itapará, como afluente do rio Branco, faz parte da bacia do rio Negro, águas calmas, escuras e com pouca profundidade, lugar ideal para a prática da pesca deste peixe. Outros peixes podem ser encontrados, porém, predomina o Tucunaré. A fauna aquática é riquíssima por se tratar de um lugar onde não é praticada a pesca predatória.
De novembro a abril, o rio Itapará está em sua calha, fazendo desta época, a mais propícia para a pesca do grande tucunaré-açu, que é o peixe predominante deste rio.
Em função da distância dos grandes centro urbanos e de uma área de preservação, a abundância de peixe é surpreendente.
Lanchas de 5,5m para 2 pescadores são utilizadas nesta aventura, piloteiros experientes e conhecedores da região, são 2 poltronas, motor elétrico, caixa térmica com lanche, refrigerante, água e gelo, motor de popa de 25 HP.
O maior tucunaré-açu pescado neste rio por nossos cliente, pesou 26 lbs.
Em toda a extensão deste rio, são inúmeros os lagos onde pescamos, sendo que não são necessários deslocamentos demorados para se alcançar o objetivo.
A utilização de equipamentos de categoria média e pesada, é necessária, pois, assim o pescador não será surpreendido de forma negativa.
Para os pescadores "caçadores de records", aconselhamos trocarem bastante informações com nosso piloteiros, assim, com certeza a pescaria será mais produtiva.


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Texto e as fotos disponivel no site: www.amazonpesca.com.br

Man and Nature (Videos): The Pororoca Phenomenon

The pororoca is a tidal bore up to 4 meters high that travels upstream the Amazon River. Its name comes from the indigenous Tupi language, where it translates into "great destructive noise". It occurs at the mouth of the river where river water meets the Atlantic Ocean. The phenomenon is best seen in February and March, where waves up to 4 meters rolling for up to 35 minutes have been observed.
The wave has become popular with surfers. Since 1999, an annual championship has been held in São Domingos do Capim. However, surfing the Pororoca is especially dangerous, as the water contains a significant amount of debris from the margins of the river (often, entire trees).

Tradução: A pororoca é um fenomeno que ocorre com a maré chegando 4m de altura que viaja rio acima até o Rio de Amazônia. Seu nome vem do Tupi Guarani, que significa "ruído destrutivo grande". Ocorre na foz do rio onde a água se encontra com Oceano Atlântico. O fenômeno é o mais visto em fevereiro e março, onde as ondas de até 4 m permanecem por até 35 minutos sendo observadas.
A onda tornou-se popular pelos surfistas. Desde 1999, um campeonato anual ocorre em São Domingos do Capim. Entretanto, surfar na Pororoca é especialmente perigoso, porque a água contem uma quantidade significativa de restos das margens do rio (principalmente, árvores inteiras).

Animais incríveis: Matamatá


Ao ver uma matamatá (Chelus fimbriatus), é quase impossível confundi-la com qualquer outra tartaruga, ela é um animal estremamente bizarro. A mata mata é realmente única. Tem uma carapaça marrom ou preta de até 44.9 cm. A couraça é reduzida, estreita, sem articulações, encurtada na frente e profundamente chanfrada atrás.
A cabeça é bastante distinta, triangular, grande, extremamente achatada. Tem numerosas abas de pele. Tem dois barbilhos no queixo e dois adicionais barbilhos filamentosos na mandíbula. O focinho é longo e tubiforme. A mandíbula superior não é nem curva nem chanfrada.
Cabeça, pescoço, rabo, e membros são marrons acinzentados nos adultos. O pescoço é bastante longo, mais longo que a vértebra dentro da carapaça, e é franjado com pequenas abas de pele ao longo dos dois lados.
Cada pata dianteira tem cinco garras com membranas nadatórias. Machos tem couraças côncovas e rabos compridos e longos.

Habitam os rios lentos, lagos calmos, pântanos e brejos. Estende-se no norte da Bolívia, leste do Peru, Equador, leste da Colômbia, Venezuela, nas Guianas, e no norte e centro do Brasil.
Prefere águas rasas onde ela possa alcançar a superfície para respirar. Pode segurar a respiração por muito tempo, ficando imóvel no fundo. Prefere rastejar no fundo do que nadar, e provavelmente não se expõe à luz do sol. Uma predadora que espera na espreita, ela fica submersa e imóvel, com suas abas esquisitas a ajudando a se misturar na vegetação cercante, até que um peixe venha perto. A tartaruga impulsiona sua cabeça para fora e abre sua enorme boca o máximo que puder, criando uma pressão que suga a presa dentro da boca da tartaruga. A Matamatá fecha sua boca, a água é expelida lentamente, e o peixe é engolido inteiro. A presa precisa ser apropriadamente do tamanho certo para a tartaruga; Matamatás não conseguem mastigar muito bem devido ao modo que suas bocas são feitas.
As matamatás são Carnívoras, se alimentando de invertebrados aquáticos e peixes.

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Texto e imagens disponivel em :
www.wikipedia.org
www.sweb.cz/turtles.of.the.world/zelvy_sveta_abc.htm
www.acquariofiliaitalia.it