SOS Planeta Terra: Nossos Parentes Mais Próximos Estão Desaparecendo



Após mais de um século sem se ter conhecimento de extinções de primatas, os cientistas confirmaram, recentemente, o desaparecimento de uma subespécie de macaco da África Ocidental. A perda deste macaco, conhecido como “colobus” vermelho de Miss Waldron, pode ser o prenúncio de futuras perdas dos nossos parentes evolucionários mais próximos.
Entre cerca de 240 espécies conhecidas de primatas, 19 estão sob ameaça crítica de extinção, comparado com 13, em 1996. Esta classificação refere-se às espécies que sofreram reduções extremas e rápidas de população ou habitat. Seus números remanescentes variam de menos de poucas centenas até, no máximo, alguns milhares de indivíduos. Caso suas populações continuem a encolher às taxas recentes, algumas espécies não sobreviverão à década. Este grupo, conforme o Livro Vermelho 2000 IUCN, da World Conservation Union, inclui 8 macacos da Mata Atlântica do Brasil, onde 97% da floresta já se perdeu, 2 gorilas e um macaco da Indonésia, 3 macacos do Vietnã, 1 do Quênia e Peru, respectivamente, e 3 espécies de lêmures de Madagascar.
Em nível de perigo – o grau seguinte de espécies ameaçadas da IUCN – há 46 espécies de primatas, contra 29 em 1996. Estas espécies enfrentam uma alta probabilidade de extinção, algumas dentro dos próximos 20 anos. Mais 51 espécies estão relacionadas como vulneráveis. Estes primatas têm uma população ligeiramente maior, mas ainda podem desaparecer dentro deste século. Espécies sob ameaça crítica, ameaçadas e vulneráveis totalizam 116, ou quase a metade das 240 espécies de primatas.
Quando a última Idade do Gelo terminou 10.000 anos atrás, os babuínos superavam os seres humanos numa relação de 2 para 1. Se todas as populações primatas não-humanos fossem contadas conjuntamente, incluindo as grandes populações de algumas das espécies menores, teriam minimizado a população humana. Hoje, isto mudou. O desenvolvimento da agricultura facilitou o rápido crescimento populacional humano e, cerca de 2.000 anos atrás, os seres humanos – totalizando 300 milhões – se tornaram os mais numerosos dos primatas. Em 1930, a população humana de 2 bilhões, provavelmente suplantava todos os primatas juntos.
Hoje, com 6,1 bilhões e aumentando, estamos ameaçando a sobrevivência de muitos dos nossos primos primatas, inclusive nossos parentes mais próximos, os chimpanzés e bonobos, com os quais compartilhamos mais de 98% do nosso genoma. Os outros também estão muito próximos, não apenas geneticamente mas também no comportamento observado. Todavia, com os 300.000 bebês humanos nascidos a cada dia excedendo a população total dos grandes macacos, até mesmo nossa proximidade evolucionária não poderá evitar que erradiquemos nossos afins.
Embora os seres humanos hoje habitem todos os cantos da Terra, a maioria dos outros primatas demonstra um grande endemismo, ou seja, uma espécie limitada a uma área especifica. Quase três quartos de todos os primatas vivem em apenas quatro países: Brasil, República Democrática do Congo (ex Zaire), Indonésia e Madagascar. Em todos estes países, a cobertura floresta está diminuindo. Uma vez que a perda de habitat coloca em perigo 90% dos primatas ameaçados, sua concentração em poucos países intensifica sua vulnerabilidade.
Na Indonésia, florestas diversificadas e habitantes silvestres sofreram da extração da madeira alimentada por corrupção e instabilidade política. Na última década, o ritmo do desmatamento dobrou, derrubando quase 2 milhões de hectares a cada ano. À medida que as taxas de desmatamento duplicaram, os números dos orangotangos caíram pela metade. Até 2005, o país enfrentará a perda de todas as florestas baixas de Sumatra e, conseqüentemente, a extinção do orangotango gravemente ameaçado, entre outras espécies. O orangotango de Bornéu, após desmatamento, caça e os incêndios catastróficos de 1997, provavelmente não sobreviverá além de 2010, caso a tendência atual continue.
Nosso parente mais próximo, o bonobo, é endêmico ao Congo, um país afligido por guerra civil e ocupação de grupos militares e rebeldes estrangeiros. Juntamente com muitos outros primatas da região o bonobo, de procriação lenta, vem sofrendo um declínio acelerado. Em 1980 havia perto de 100.000; hoje, deve haver menos de 10.000.
Embora a guerra civil tenha criado milhões de refugiados humanos e possa ter aumentado a demanda por carne de animais selvagens, o conseqüente desenvolvimento econômico lento pode ter reduzido a extração de madeira do Congo, país que possui metade das florestas úmidas remanescentes da África. Caso a estabilidade política retorne, o corte de árvores poderá aumentar consideravelmente nos próximos anos, acelerando o que poderá vir a ser a grande extinção de macacos.
A população de gorilas caiu para níveis perigosamente baixos, em grande parte devido à caça ilegal para o comércio da carne. Existem menos de 325 gorilas montanheses, e todos compõem uma sub-população que abrange Ruanda, Congo e Uganda. A menor população, a do Gorila de Cross River, está limitada a apenas 150-200 indivíduos, espalhados entre várias sub-populações remanescentes na região da fronteira Camarões/Nigéria.
Em partes da África Ocidental e Central, a caça é uma ameaça até maior do que a perda de florestas. Lá, o comércio de carne silvestre, consistindo principalmente de antílopes, javalis e primatas, atinge mais de US$ 1 bilhão ao ano. Nas áreas onde o tumulto social devastou as atividades econômicas tradicionais e a renda familiar anual média é inferior a US$ 100, o fascínio de ganhar US$ 300 a US$1.000 por ano, como caçador, atraiu muitos. As madeireiras, e em menor grau, as mineradoras penetraram as florestas, com seus assentamentos aumentando a demanda por carne silvestre enquanto suas estradas facilitavam a caça.
A exploração da caça, entretanto, não é lucrativa a longo prazo, pois as populações selvagens, especialmente aquelas dos grandes macacos de reprodução lenta, são logo dizimadas. Mais de 1 milhão de toneladas de carne silvestre é consumida anualmente na Bacia do Congo, quase 6 vezes maior do que a produção sustentável da floresta. A caça comercial esvaziou florestas outrora cheias de animais.
Embora as comunidades rurais subsistem há muito de animais silvestres e outros alimentos florestais, com mais de 60% da sua proteína oriunda da carne silvestre, a maior parte da carne desta região é hoje consumida nas cidades. Quase metade das 30 milhões de pessoas que vivem nas regiões florestais da África Central é citadina, alimentada com carne silvestre de populações selvagens em colapso. À medida que as cidades crescem e a caça aumenta para atender ao crescimento da demanda, estima-se que a caça eliminará todos os macacos africanos em menos de 20 anos.
Para evitar que outros primatas sejam perdidos no que é considerado o sexto maior evento de extinção da Terra, necessitam-se recursos para conter a extração de madeira e caça ilegais. A extração ilegal de madeira arruinou imensas áreas de habitat original dos primatas. A maior parte da carne caçada vem de áreas sob proteção, e o comércio internacional de primatas já é ilegal nos termos da Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies sob Ameaça de Extinção. Mas, quando a fiscalização é falha, as práticas ilegais continuam.
Grandes blocos silvestres de áreas biologicamente ricas podem ser transformadas em novos parques que levem em conta as necessidades da vida silvestre e das populações humanas. Os esforços do ecoturismo podem ser utilizados para apoiar a conservação de primatas e os caçadores poderão encontrar receita alternativa no trabalho de proteção de parques, assim que perceberem que os animais podem ser muito mais valiosos vivos, do que mortos.
Um melhor auto-conhecimento – da nossa biologia, psicologia e sociologia – depende, em parte, de conhecermos melhor nossos parentes mais próximos. Se os destruirmos, talvez nunca possamos nos conhecer a nós mesmos.
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Texto de Janet Larsen
Disponivel no site da WWI(Worldwatch Institute): www.wwiuma.org.br

Campo Ecológico: Biodegradação de herbicidas e pesticidas


Recentemente eu li um artigo em um jornal ,sobre uma técnica apresentada pela Universidade de Computensian de Madrid, sobre a descontaminação de solo e água, essa reportagem me deu à luz para escrever um artigo sobre a degradação dos herbicidas e pesticidas.A idéia partiu do principio que à crescente compreensão de práticas que afetam o ambiente tem aumentado a sensibilidade publica para risco em potencial associado com o amplo uso de inseticidas químicos na agricultura moderna. A contaminação de lençóis d’água, a poluição de ribeirões, resultando em dano na vegetação aquática, e o desenvolvimento de insetos resistentes a esses agentes químicos, que provoca a necessidade de aumentar as dosagens, são alguns dos problemas associados com o uso disseminado de inseticidas químicos.
Embora a aplicação em larga escala de herbicidas e pesticidas na agricultura possa melhorar a produção agrícola, são levantadas questões sobre os efeitos a curto e a longo prazo dessas substancias no ambiente e na saúde do homem.
O mercado mundial de agroquímicos movimenta atualmente US$ 30 bilhões e de fertilizantes US$ 50 bilhões. O Brasil é o 5º maior consumidor de pesticidas e movimenta US$ 2,5 bilhões. Os herbicidas representam a maior parcela tanto em âmbito mundial como no Brasil. Calcula-se que somente cerca de 0.1% atinge o alvo específico enquanto os restantes 99.9% da aplicação tem potencial para se mover em diferentes compartimentos ambientais tais como o solo e águas residuais e subterrâneas.
A prática mundial do uso de agroquímicos por longos períodos, muitas vezes indiscriminada e abusiva, vem trazendo preocupações à autoridades públicas e aos envolvidos com saúde pública e sustentabilidade dos recursos naturais, em conseqüência da contaminação ambiental. O Brasil tem uma diversidade imensa de sistemas ecológicos únicos e sensíveis, alguns dos quais submetidos à agricultura intensiva.
Os herbicidas triazínicos vem sendo empregados na agricultura para o controle de ervas daninhas, devido a capacidade destes compostos orgânicos em inibir a fotossíntese. Dentre eles destacam-se a atrazina, simazina, propazina e ametrina. A atrazina em uso há mais de 30 anos, representa 12% (mais de 40 000 toneladas/ano) de todos os pesticidas empregados nos Estados Unidos em culturas de milho, sorgo, cana e abacaxi como também é largamente empregada nos Estados centrais e moderadamente em Estados do leste. O Brasil com as culturas da cana e milho na liderança,emprega também elevadas quantidades de herbicidas triazínicos. Das 150 000 toneladas/ano dos pesticidas consumidos, cerca de 33%, são herbicidas; somente a cultura de cana de açúcar, vem consumindo acima de 20 000 toneladas, que representa em torno de 13% do total de pesticidas.

A maioria dos compostos orgânicos, xenobióticos, tais como agroquímicos em geral, não se perpetuam no ambiente, pois podem ser biodegradados pela ação de organismos vivos presentes na natureza, que atacam a estrutura molecular destes compostos orgânicos. Os microrganismos pela sua capacidade degradadora, participam de forma significativa na eliminação ou redução acentuada dos níveis de pesticidas empregados na agropecuária. No entanto, dependendo da natureza quali e quantitativa do composto empregado e das características gerais do solo, ocorre o acúmulo a índices considerados tóxicos.
A degradação parcial da molécula de atrazina por fungos tais como Aspergillus fumigatus e Rhizopus stolonifer foram relatados, embora a maioria das ações microbianas relatadas, recaem sobre bactérias do gênero Rhodococcus, Nocardia, Bacillus e principalmente Pseudomonas, um gênero bastante versátil também com habilidade para degradar 2,4-D. A mineralização completa da atrazina por um único microrganismo não é comum, mas consórcios empregando 2 ou mais espécies diferentes são capazes de mineralizar atrazina. Pode-se concluir que espécies do mesmo gênero e mesmo subspécies podem apresentar capacidades metabólicas distintas que traduzem em habilidade de degradar compostos orgânicos os mais diversos. Os isolamentos a partir de amostras de solo de locais diferentes tem conduzido a diversidade de isolados, resultados as vezes concordantes outras discordantes, embora sempre resultados que acrescentam aos achados anteriores.
Um método alternativo atraente para o controle de insetos que danificam as plantas é a aplicação de microrganismos que infectam e matam especificamente os insetos, sem lesar as plantas. O Bacilus thuringiensis tem sido utilizado comercialmente há vários anos para o controle de lepidópteros ( borboletas e mariposas, por exemplo).
Bacilus thuringiensis
Todavia a natureza é sem duvida perfeita, o solo com toda sua riqueza microbiótica , recebe esse agentes químicos e o degrada, mas isso leva tempo, a natureza não consegue acompanhar o ritmo avançado da agricultura que usa demasiadamente os herbicidas e pesticidas, até a natureza renovar o solo e a água, toda o meio ambiente já estará comprometido . O homem deve sempre buscar meios para amenizar todos os problemas que esses venenos causam a natureza.



HISTÓRIA DA CIDADE:
1892 – Lutas sangrentas em Boa Vista do Tocantins (GO) levam várias famílias a buscarem outros locais para viver.
1894 – Carlos Leitão, com um grupo de seguidores, vem para as proximidades do rio Itacaiúnas, onde pretende instalar um “Burgo Agrícola”.
1895 – O “Burgo Agrícola” é instalado (05 de agosto de 1895).
1896 – Uma expedição parte do Burgo em busca dos campos gerais (campos naturais para a criação de gado) e descobre por acaso a presença do caucho (Castilloa ulei) na região do Tocantins-Araguaia-Itacaiúnas. Esta foi a primeira riqueza de Marabá.
1898 – Em 07 de junho, Francisco Coelho da Silva deixa o Burgo e se estabelece na junção do Tocantins/Itacaiúnas, com um pequeno comércio (Casa Marabá), para negociar com extratores do caucho que subiam e desciam os rios.
1903 – A morte de Carlos Leitão, a 03 de abril de 1903, assinala o fim do Burgo.
1904 – A sub-prefeitura do “Burgo do Itacaiúnas”, é transferida para o povoado Pontal, na época com 1500 habitantes, com o nome de Marabá. É a primeira vez que esta denominação aparece em documento oficial.
1908 – Políticos locais fazem representação ao presidente do Estado do Goiás, pedindo a anexação de Marabá àquele estado. O Governo do Pará ao saber do fato expediu contingente policial ao local para garantir seus direitos, neste mesmo período, via Conceição do Araguaia, chega oriundo
de Goiás a nomeação de agente fiscal de Marabá, para o tenente-coronel Norberto da Silva Mello, então ausente. O portador da nomeação, Sérgio Prado, intimado pelo Dr. Francisco de Carvalho Nobre, que comandava o contigente policial, foi obrigado a entregar-lhe a nomeação. Através da lei de nº 1.069, de 05 de novembro deste ano, foi instalada a Comarca do Araguaia, ficando Marabá um Distrito Judiciário.
1913 – Atendendo reivindicação da comunidade marabaense o Governador do Pará, Dr. Enéas Martins, criou o município de Marabá, através da Lei nº 1.278, de 27 de fevereiro de 1913. No dia 05 de abril, foi instalado o município, sendo nomeado o Cap.Pedro Peres Fontenelle, como representante legal do Governador e serviram de secretários Ten. Raymundo Nonnato Gaspar, prefeito em comissão e Manoel Gonçalves de Castro. A Comissão administrativa composta pelo presidente Ten-Cel. Antônio da Rocha Maia, e os seguintes membros; Major Quirino Franco de Castro, Cap. Afro Sampaio, Cândido Raposo, Melchiades Peres Fontenelle e João Anastácio de Queiroz (como representante do Major Quirino Franco, ausente).
1914 – Marabá torna-se Sede de Comarca (Decreto n.º 3.057, de 27.02.1914);
- Em 27 de março, instalação da Sede pelo seu primeiro juiz: Dr. José Elias Monteiro Lopes;
- O primeiro Intendente eleito, Cel. Antonio da Rocha Maia, toma posse em 15 de novembro.
1916 – Em 24 de junho, aporta em Marabá o primeiro barco a motor “Pedrina”, do Sr. Alfredo Monção.
1920 – Este ano marca o início da exploração da castanha em grande escala, coincidindo com a desvalorização do caucho.
1921 – Eleito Intendente João Anastácio de Queiroz.
1922 – Pela Lei 2.116, de 3 de novembro foi declarado extinto o município de Araguaia.
1923 – Através da Lei 2.207, de 27 de outubro, Marabá eleva-se à categoria de cidade;
- O Decreto 3.947, de 29 de Dezembro incorpora o território do Araguaia ao município de Marabá.
1926 – Registra-se a primeira grande cheia. A cidade é toda destruída. Durante cerca de quatro meses, o povoado de Lago Vermelho (hoje Itupiranga) asilou a maioria da população, acossada pelo flagelo, tendo servido provisoriamente de Sede da Comarca, por determinação do Juiz de Direito Dr. Souza Moittta, com aprovação do governo;
- No ribeirão Cametaú, defronte ao povoado de Lago Vermelho, foi descoberto diamante, tendo sido a primeira pedra encontrada adquirida por 100$000 (Cem mil réis) pelo chefe político daquela povoação, Homero dos Santos e Souza, que a levou para Marabá e mais tarde a ofereceu ao Dr. Deodoro de Mendonça.
1927 – Marabá passa a ser o maior produtor de castanha da região tocantina.

TURISMO:

Marabá, cidade às margens dos rios Tocantins e Itacaiúnas com um nascer e um por do sol inesquecíveis para quem nela habita e que aqui chega.
Com seus cinco núcleos populacionais de características próprias, adquiridas pelas cheias dos rios, pela vinda de pessoas do país inteiro, e por sua potencialidade econômica.
Possui um forte apelo turístico em virtude de suas belezas naturais aliada a infraestrutura básica e turística gerada pela administração municipal para receber bem o turista.
A cidade dispõe de praças, clubes, espaços culturais, igrejas, galerias de artes, orla fluvial, belas praias e balneários, além de pesca esportiva e aventuras com passeios de barcos nos rios Tocantins e Itacaiúnas, nas trilhas ecológicas do Parque Zoobotânico de Marabá para quem adora diversão e aprecia a natureza.
Cidade acolhedora e hospitaleira, onde o sol brilha para todos.
Praça São Felix
Praça São Francisco
Orla de Marabá

  • Praia do Tucunaré – Com cinco quilômetros quadrados de extensão, situada em frente ao bairro pioneiro e banhado pelo rio Tocantins, o principal balneário da cidade surge nos meses de verão, entre os meses de abril até novembro. É a principal atração turística de Marabá, proporcionando aos veranistas a prática de esportes aquáticos e de areia, além de camping e da pesca esportiva. Ao longo da praia são armadas barracas que atendem os turistas co comidas, cujo prato mais apreciado é o tucunaré fresco e frito, acompanhado de salada e bebidas bem geladas. Além desta praia, o município possui ainda os balneários do Geladinho, do Espírito Santo e do Meio, que são mais freqüentados por aqueles que preferem pouca agitação.

  • Ponte Rodoferroviário – A ponte rodoferroviária que atravessa o rio Tocantins com destino ao Porto de Itaqui, no Estado do Maranhão, possui 2.310 metros de extensão e 19 metros de largura. Inaugurada em 1984, e administrada pela Companhia Vale do Rio Doce. Possui três pistas, sendo duas rodoviárias e uma ferroviária, com transporte de minério carga e passageiros regulamente; possui a curiosa característica de “mão inglesa”.

Pesca na Amazônia: Pesca no Rio Nhamundá


O Rio Nhamundá com suas águas escuras, é utilizado como linha divisória entre os estados do Pará e Amazonas, tendo suas nascentes na serra do Jatapu, de onde percorre mais de 300 km, até encontrar com o Amazonas.
As únicas pequenas cidades que encontramos neste rio, são Nhamundá(Amazonas) e Faro(Pará), ambas localizadas próximo a foz; Com isto, a maior parte do Nhamundá é desabitada, pois a distância e a sinuosidade do seu curso, tornam a navegação comercial praticamente impossível; Com isto, encontramos locais totalmente isolados da civilização, preservando assim uma alta piscosidade.
Nos lagos, furos e igarapés deste rio, é possível encontrar o peixe de água doce mais cobiçado pelos pescadores esportivos - o Tucunaré.
A piscosidade é acentuada devido a preservação que é praticada pelos poucos moradores ribeirinhos (alguns são nossos guias). Subindo o rio Nhamundá, encontramos diversos lagos, onde é possível pescarmos tucunaré, bicuda, traíras, jacundá e outros; Já nos poços, encontramos pirarara, filhote, surubim e outros peixes de couro.

Neste rio somos constantemente desafiados com relação a resistência de nossos equipamentos e materiais utilizados.
A estação seca tem início no mês de julho estendendo-se até dezembro, sendo este o período onde o resultado da pesca e melhor, aqui, levando em consideração os pescadores de "CASTING"; Já para os amantes de peixes de couro, podemos pescar no nhamundá durante todo o ano, já que estamos em um rio com margens bem definidas e profundidade constante.
Nos meses de cheia(janeiro a julho), a pesca do Tambaqui é uma aventura a parte, sendo este um peixe pescado na várzea, assim exigindo técnica apurada e muita astúcia do pescador. Lembramos que este peixe, alimenta-se quase que exclusivamente de frutos.

Animais incríveis: O Menor Mamífero do Mundo


Quando se pergunta qual é o maior mamífero do mundo, muitos não titubeiam em responder, é a gigantesca baleia azul, no entanto quando se pergunta qual o menor mamífero do mundo, a maioria pensa e até ousa em dizer algum bicho, mas dificilmente acerta. É realmente esse animal não é muito comum de se encontrar, principalmente aqui no Brasil, o Morcego-nariz-de-porco (Craseonycteris Thonglongyai) é assim que é conhecido o menor mamífero do mundo, ele pesa entre 1,5-2 g., tem entre 22 e 26mm de comprimento do antebraço e 29 a 33 mm de cabeça e corpo. È um morceguinho encontrado somente na Tailândia, tem as narinas largas, por isso que ele tem esse nome, possui também os olhos pequenos, que são escondidos principalmente pela pele, e as orelhas grandes. O Morcego-nariz-de-porco é um animal que vive em grupos nas cavernas (Macdonald, 1984), são insetívoros e se alimentam durante a noite comendo pequenos artrópodes que descansam nos altos dos arbustos e das árvores (Nowak e Paradiso, 1983). Díptera (moscas e mosquitos, por exemplo) componha aproximadamente 80% de sua dieta, com Himenóptera( formigas, abelhas e vespas, por exemplo) e ocasional Psocoptera( insetos em geral pequenos de coloração predominantemente pardo-acinzentada e cabeça hipognata) compreendendo uma parcela muito menor (Nabhitbhata, 1982). O Craseonycteris Thonglongyai foi descrito somente em 1974. Representa uma família intermediária entre Rhinopomatidae e Emballonuridae. É o único gênero e espécie em sua família.

REFERÊNCIAS:
• Macdonald, D. 1994. Encyclopedia of Mammals. Facts on File Inc. New York. pg. 804.
• Nabhitabhata, J. 1982. Food of Thailand's bats: preliminary study of food habits of insectivorous bats from Thailand. Contributions to the knowledge of the bats of Thailand. Courier Forschungsinstitut Senckenberg, vol. 87: 58-59.
• Nowak, R.M. and J.L. Paradiso. 1983. Walker's Mammals of the World, Volume 1. Johns Hopkins University Press. Baltimore. pgs. 220-221.

SOS Planeta Terra: Amazônia desmatada


Eu ainda me lembro daquela noticia que saiu em 2004 nos jornais sobre o desmatamento na floresta amazônica, era espantoso a estimativa era que 26.130 km2 foram desmatados, o que representa um crescimento de 6,23% em relação ao consolidado anterior. É o segundo maior número desde que o monitoramento começou a ser feito, em 1988. Fica atrás apenas do período 1994-1995, quando foram devastados 29.059 km2. Entre os lideres da lista estavam o Mato Grosso com 12.586 Km² desmatados, o Pará com 6724 Km² e o Estado de Rondônia com 4141 Km² .Chamando o último aumento da área desflorestada da Amazônia de "indesejável", a ministra Marina Silva (Meio Ambiente) citou o crescimento econômico de 2004 como um dos fatores que ajudam a impulsionar o problema e disse que as medidas do Plano de Controle e Prevenção ao Desmatamento, adotado, ainda não começaram a ser percebidas integralmente.
Atualmente o governo apresentou uma outra estimativa do desmatamento, afirmando que o área foi de 13.100 km2 desmatados na Amazônia no período de agosto de 2005 a agosto de 2006. Os dados são do Projeto de Monitoramente do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes), desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Caso essa taxa se confirme, indicará uma desaceleração de 30% no avanço do desmatamento, em relação a 2004/2005, e seria a segunda menor taxa registrada desde a criação do Prodes, em 1988. Entretanto, o cálculo se deu com base em 34 imagens de satélite da região amazônica. No ano passado, o INPE também fez um estimativa como essa, mas utilizou 77 imagens. Isso significa que a amostragem atual é 44,7% menor que a utilizada para fazer a mesma projeção no ano passado. O governo afirma que os dados consolidados devem ser apresentados somente no final do ano, juntamente com os números de cada estado e dos principais municípios. Atribuiu o resultado ao Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento, lançado em 2004, à criação de 19 milhões de hectares de unidades de conservação, entre outras medidas. A tendência de queda foi recebida com entusiasmo por alguns representantes do movimento socioambiental e cientistas atuantes na Amazônia. Entretanto, salientou-se que a área desmatada ainda é muito grande e que a manutenção de queda só será garantida com o fomento a atividades sustentáveis.

Embora os casos da Floresta amazônica e da Mata Atlântica sejam os mais problemáticos, o desmatamento ocorre nos quatro cantos do país. Além da derrubada predatória para fins econômicos, outras formas de atuação do ser humano tem provocado o desmatamento. A derrubada de matas tem ocorrido também nas chamada frentes agrícolas. Para aumentar a quantidade de áreas para a agricultura, muitos fazendeiros derrubam quilômetros de árvores para o plantio. O crescimento das cidades também tem provocado a diminuição das áreas verdes. O crescimento populacional e o desenvolvimento das indústrias demandam áreas amplas nas cidades e arredores. Áreas enormes de matas são derrubadas para a construção de condomínios residenciais e pólos industriais. Rodovias também seguem neste sentido. Cruzando os quatro cantos do país, estes projetos rodoviários provocam a derrubada de grandes faixas de florestas.
Outro problema sério, que provoca a destruição do verde, são as queimadas e incêndios florestais. Muitos deles ocorrem por motivos econômicos. Proibidos de queimar matas protegidas por lei, muitos fazendeiros provocam estes incêndios para ampliar as áreas para a criação de gado ou para o cultivo. Também ocorrem incêndios por pura irresponsabilidade de motoristas. Bombeiros afirmam que muitos incêndios tem como causa inicial as pontas de cigarros jogadas nas beiradas das rodovias.
Embora todos estes problemas ambientais estejam ainda ocorrendo, verifica-se uma diminuição significativa em comparação ao passado. A consciência ambiental das pessoas está alertando para a necessidade de uma preservação ambiental. Governos de diversos países e ONGs de meio ambiente tem atuado no sentido de criar legislações mais rígidas e uma fiscalização mais atuante para combater o crime ecológico. As matas e florestas são de extrema importância para o equilíbrio ecológico do planeta Terra e para o bom funcionamento climático. Espera-se que, o homem tome consciência destes problemas e comece a perceber que antes do dinheiro está a vida de nosso planeta e o futuro das gerações futuras. Nossos filhos e netos têm o direito de viverem.