O problema da erosão eólica

SOS Planeta Terra


http://images.nationalgeographic.com/wpf/media-live/photos/000/011/cache/sandstone-swirls_1180_600x450.jpg
Erosão eólica em uma área na fronteira de Utah-Arizona nos EUA.
  A erosão eólica, ocasionada pelos ventos, ocorre em geral em regiões planas, de pouca chuva, onde a vegetação natural é escassa e sopram ventos fortes. Constitui problema sério quando a vegetação natural é removida ou reduzida; os animais, insetos, moléstias e o próprio homem contribuem para essa remoção ou redução. As terras ficam sujeitas a erosão pelo vento quando deveriam estar com a vegetação natural e são colocadas em cultivo com um manejo inadequado (BERTONI, 1985).

A perda de solo por erosão eólica envolve dois processos: desprendimento e transporte das partículas. O vento agita as partículas soltas de solo e, a seguir, as levanta, desprendendo-as dos agregados de solo. Essas partículas são, então, transportadas de diferentes formas, dependendo do seu tamanho e da velocidade do vento. Partículas pequenas que saltam pela superfície, até 30 cm de altura, são transportadas por um processo chamado saltitação. Na maioria das condições, esse fator é responsável por 50-70% do movimento do solo pelo vento. O impacto das partículas que saltam faz com que as maiores rolem e deslizem ao longo da superfície provocando o arraste do solo, sendo responsável por 5-25% do seu movimento. A turbulência do vento pode carregar nuvens dessas partículas aéreas diversos quilômetros para cima, na atmosfera, e por centenas de quilômetros de distancia para, finalmente, serem depositadas ou lavadas do ar. (GLIESSMAN, 2000).

Os grãos de areia podem ser levados a distâncias enormes por suspensão e já se constatou a presença de areias provenientes da África na Amazônia brasileira. A suspensão forma grandes depósitos arenosos, chamados de loess, e é responsável também pelas tempestades de areia.

A erosão eólica se reveste de maior importância nessas regiões em que a vegetação é insuficiente para cobrir e proteger o solo, ou nas regiões áridas, nas margens arenosas de oceanos, lagos e rios, e em solos de origem arenítica. O teor de umidade do solo é um fator limitante da intensidade com que a erosão eólica pode ocorrer (RIO GRANDE DO SUL, 1985).

Em geral, a terra é, não só despojada do seu solo mais rico, como as culturas são impelidas para longe ou deixadas com as raízes expostas ou ainda poderão ser cobertas pelos detritos em movimento. Embora não seja tão grande a velocidade, os efeitos de corte e de abrasão, sobretudo da areia, são desastrosos sobre culturas tenras. A maioria dos prejuízos estão confinados em regiões de baixa precipitação, porém existe ocorrência em regiões úmidas. A movimentação das dunas de areia constitui um bom exemplo (BRADY, 1989).
http://www.ars.usda.gov/images/docs/18371_18566/Wind%20Erosion%20Map%20of%20US%20for%20The%20Problem%20of%20Wind%20Erosion%20webpage%20SZ%20315.jpg

Mapa dos EUA , em vermelho áreas com erosão eólica
 A Erosão eólica no mundo - A erosão eólica é uma séria ameaça para a segurança alimentar e contribui para a degradação de uma agricultura sustentável nos Estados Unidos e em todo o mundo. Durante a década de 1930, uma seca prolongada culminou em tempestades de poeira e destruição do solo de proporções desastrosas nos EUA, e isso ainda é um dos exemplos mais visíveis do impacto físico do vento sobre a agricultura e a perda do solo. Nos Estados Unidos, a erosão do vento é o problema dominante em cerca de 30 milhões de hectares  e moderadamente grave, de aproximadamente 2 milhões de hectares anualmente (USDA, 1965). De acordo com o National Resources Inventory (NRI, 1992), a perda de solo anual estimado da erosão do vento sobre as terras rurais nos Estados Unidos foi de 2,5 toneladas por hectare por ano (SCS-USDA, 1994).O problema atinge uma grande parte desta nação, como mostra na figura acima(mapa dos EUA).A erosão eólica é também um problema grave em solos cultivados orgânicos, áreas arenosas costeiras, solos aluviais ao longo fundo dos rios e outras áreas nos Estados Unidos.
Além disso, as tempestades de areia afetam a qualidade do ar e da poeira do ar tem significância na economia, saúde, ecológico, e nos impactos hidrológicos em varias regiões.
A erosão do solo pelo vento é pior nas regiões áridas e semi-áridas. Áreas mais suscetíveis à erosão do vento em terras agrícolas incluem grande parte do norte da África e no Oriente Médio; partes do sul, central, e leste da Ásia; às planícies da Sibéria; Austrália; noroeste da China; América do Sul; e América do Norte.
No Brasil, as regiões mais famosas estão nos estados do Ceará e Santa Catarina. Esse tipo de erosão, se provocada por um grande período de tempo, pode modificar completamente o cenário natural.

 Referências:
BERTONI, J.;LOMBARDI NETO, F.; Conservação do solo. Piracicaba, São Paulo: Livroceres, 1985.392 p.
BRADY, N.C.; Natureza e propriedades dos solos. 7. ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1989. 878 p.

GLIESSMAN, S.R.; Agroecologia: Processos Ecológicos em Agricultura Sustentável. 3 ed. Porto Alegre: Editora UFRGS, 2005.

MARAVILHAS Naturais do Mundo. Lisboa, Seleções do Reader’s Digest, 1980. 455 p. il. p. 171, 309 e 389.

RIO GRANDE DO SUL.; Secretaria da Agricultura. Manual de conservação do solo e água: uso adequado e preservação dos recursos naturais renováveis. 3. ed. atualizada. Porto Alegre, 1985. 287 p. 
SCS-USDA. 1994. Summary Report. National Resources Inventory. Washington, D.C. 54 pp.
.______ The problem of Wind Erosion. Disponível em:<http://www.weru.ksu.edu/new_weru/problem/problem.shtml> Acesso em: 10 de Jan. de 2015.

Escócia terá a maior usina de energia de ondas do mundo

Sustentabilidade & Energia


 http://4.bp.blogspot.com/-RVY7O-nQAJs/TekOG-6b3AI/AAAAAAAAHEI/wLDURrO0iH8/s320/3_hidroeletrica.jpg
Já desde 2013 que o governo escocês anunciou a construção  da maior usina de ondas do mundo, de 40 megawatts, suficiente para abastecer uma cidade com 30 mil casas.

A companhia Aquamarine Power responsável pelo projeto pretende instalar de 40 a 50 dispositivos conhecidos como “Oyster” ou ostra em português na costa de Lag ne Greine. . A estrutura deve ser instalada a, aproximadamente, meio quilômetro da costa e será flutuante, ao mesmo tempo em que está conectada a sensores instalados em profundidade que vai de 10 a 15 metros.

Mais afinal o que é a energia das ondas? É fácil confundir a energia das ondas, com a energia das marés, que é uma forma de energia hidrelétrica. Energia das ondas é previsível, uma vez que se baseia nos mares naturais da terra. Isto é mais fácil de prever do que a energia eólica e a energia solar.

A energia cinética do movimento ondular pode ser usada para pôr uma turbina a funcionar. A elevação da onda numa câmara de ar provoca a saída do ar lá contido; o movimento do ar pode fazer girar uma turbina. A energia mecânica da turbina é transformada em energia elétrica através do gerador. Quando a onda se desfaz e a água recua o ar desloca-se em sentido contrário passando novamente pela turbina entrando na câmara por comportas especiais normalmente fechadas.

Esta é apenas uma das formas de retirar energia da ondas. Atualmente, utiliza-se o movimento de subida/descida do onda para dar potência a um êmbolo que se move para cima e para baixo num cilindro. O êmbolo pode por um gerador a funcionar. Existem três maneiras diferentes para sua obtenção, classificando-se de acordo com o local onde o mecanismo de aproveitamento é instalado. Você pode conferir todos os sistemas e como funcionam no Portal das Energias Renováveis clicando aqui.

Os sistemas para retirar energia das ondas são muito pequenos e apenas suficientes para iluminar uma casa ou algumas bóias de aviso por vezes colocadas no mar.

As principais desvantagens das energias das ondas são os custos de instalação que são bastante elevados; só é produzida energia enquanto existir um desnível entre os níveis de água que se encontram nas partes superior e inferior do muro da barragem;
só podem ser instaladas centrais para a produção de eletricidade a partir desta energia em locais que respondam às necessidades geomorfológicas necessárias para a mesma e que possuam um  desnível entre marés bastante elevado (cerca de 5,5m);
No caso da Escócia, para que a proposta da maior usina de ondas se concretize ainda é necessário melhorar a infraestrutura das redes de transmissão, que deve acontecer somente em 2017. 
Referências: 
  • LUNA, D. Folha de São Paulo: Brasil quer gerar energia elétrica a partir das ondas do mar. Disponível em: < http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/11/1372423-brasil-quer-gerar-energia-eletrica-a-partir-das-ondas-do-mar.shtml. > Acesso em 06 de janeiro de 2015.
  • CRUZ, G. Energia Hidrocinética: Gerando eletricidade nas ondas do mar. Ciências e Tecnologia. Disponível em: https://cienciasetecnologia.com/eletricidade-energia-ondas-mar/ . Acesso em: 06 de janeiro de 2015.
  • ._________ Portal Energia- Energias Renováveis. Disponível em: .> Acesso em 06 de janeiro de 2015.
  • MELLO, L.L. PUCPR: NIS – Núcleo Interdisciplinar de Sustentabilidade. Disponível em: http://www.portal-energia.com Acesso em: 06 de janeiro de 2015.

Mapará fishing in Cametá (Pesca do mapará em Cametá)

Man and Nature (Videos)

 Video shows a short documentary about the fishing mapará, typical fish of the Amazon rivers in the city of Cameta. The fishermen gather on the Tocantins River in mid-sized boats and even canoes, which move with the force of arms of the fishermen. This fishing has existed since the seventeenth century and continues to the present day. The mapará is a fish that is part of the feeding of the Tocantins river people in the Amazon.

  • Áudio em Português
  • Sem legendas
DOCUMENTÁRIO DA PESCA DO MAPARÁ.
PRODUZIDO POR AGÊNCIA 7 MARKETING & COMUNICAÇÃO.
DIREÇÃO GERAL: JOÃO HENRIQUE ANDRADE NUNES.
DIRETOR DE FOTOGRAFIA: ERISSON GUIMARÃES.
LOCUÇÃO: WALTER BANDEIRA.
ROTEIRO E TEXTO: IGOR FRANCÊS.
EDIÇÃO: FABIO IGOR E JOÃO HENRIQUE.
CINEGRAFISTAS: JULIO SOUSA E ERISSON GUIMARÃES.

Tubarão-martelo e seu hábil detector de eletricidade

Animais Incríveis

Tubarão-martelo da espécie Sphyrna zygaena
 Muitos devem achar bem estranho a cabeça do tubarão-martelo (Sphyrna sp.), mas poucos sabem o porquê dessa cabeça com a forma que lembra um martelo. Os tubarões em geral possuem um pouco de percepção a quantidade mínima de eletricidade, que são auxiliadas pelo outros órgãos do sentido como audição, olfato e visão, só que no tubarão-martelo esta percepção é bem mais acentuada, aliás, é provavelmente por isso que sua cabeça tem uma forma tão curiosa.

Os tubarões possuem receptores elétricos que são centenas de poros minúsculos chamados de ampolas de Lorenzini preenchidos com um gel condutor como uma geleia, capazes de captar impulsos elétricos de baixa intensidade (gerados pela respiração ou batimento cardíaco dos animais, por exemplo). Nos tubarões em geral, esses poros estão espalhados pela boca e mandíbula inferior.

Já o tubarão-martelo possui uma grande quantidade desses receptores na parte inferior de sua cabeça. Sua cabeça de formato estranho, responsável por seu nome, acomoda uma quantidade maior de ampolas. Isso lhe permite caçar sem precisar utilizar a visão, habilidade necessária a um predador que sai para jantar de noite, na escuridão do oceano.

Os tubarões-martelo possuem a habilidade de detectar as mais imperceptíveis correntes causadas pela interação entre os corpos de suas presas e a água do mar, inclusive as mais delicadas emitidas pelas contrações musculares do coração dos animais, como a de uma arraia, por exemplo.

Há espécies de tubarão-martelo, que podem medir até 6 m de comprimento e existem duas espécies que são consideradas vulneráveis e duas ameaças de extinção na lista vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês). Uma das maiores ameaças é o comércio de barbatanas.
Referências: 



Uso do Manjericão para fabricação de perfume

Campo Ecológico 

Quem não conhece o manjericão (Ocimum basilicum) uma planta que além de suas utilidades na culinária é usada por suas propriedades fitoterápicas.  Além disso, esta planta vem sendo usado pelas indústrias para extração de óleo essencial, o linalol, responsável pelas notas florais dos perfumes da alta perfumaria, inclusive o famoso Chanel nº 5.
Há anos esse óleo era extraído de uma árvore que era muito comum em décadas passadas na Amazônia, o pau-rosa, árvore cujo tronco fornece esse óleo por onde se extrai o linalol. Mas o pau-rosa entrou na lista de espécies ameaçadas de extinção pelo IBAMA, com isso buscou-se alternativas que pudessem substituí-las, com isso descobriu-se o manjericão que tem grande potencial agronômico para extração deste óleo.
O linalol é matéria-prima em mais de 70% de perfumes e aromas, alias tudo que lembra flores acaba levando essa substancia, embora se tenha conseguido obter o linalol sintético, mas não é a mesma coisa que o natural, principalmente para a perfumaria fina.
Há várias etapas no processo de extração do óleo, primeiro tira-se o óleo bruto da folha, depois é preciso mandar o material para uma indústria de fracionamento isolar o linalol; já no caso do pau-rosa, depois do corte da árvore, pega os cavacos da mesma, ferve e retira o óleo. No manjericão a concentração de óleo é de 0,2%, sendo que 40% desse volume é de linalol, já no pau-rosa, há mais de 1% de óleo, com mais de 80% de linalol. Mas isso é relativo, pois enquanto essa árvore demora mais de 200 anos para crescer após o corte, e não permite o replantio, o manjericão pode ter até três cortes num ano, com excelente produtividade.

Referências:

  •  Um perfume de manjericão: Tempero é opção para produção de linalol, óleo essencial de perfumes como o Chanel nº 5. Sou Agro. Disponível em: <http://souagro.com.br/um-perfume-de-manjericao/> Acesso em 30 de dezembro de 2014.
  • MAY, André et al. Basil plants growth and essential oil yield in a production system with successive cuts. Bragantia [online]. 2008, vol.67, n.2, pp. 385-389. ISSN 1678-4499.Disponivel em: < http://dx.doi.org/10.1590/S0006-87052008000200014>. Acesso em: 02 de janeiro de 2015.